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Nesse estudo do caráter de Jesus, notamos as suas seguintes particularidades:
Jesus Cristo sustentou com firmeza a Sua própria perfeição moral, e apresentou-Se aos Seus discípulos como sendo cumpridor dos mandamentos do Pai (Jo 15.10), porque “eu faço sempre o que lhe agrada” (Jo 8.29); e dirigiu aos Seus inimigos este desafio: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (Jo 8.46). O caráter de Jesus, como se revela nos Evangelhos, não tem somente impressionado aqueles que O aceitam como Cristo, o Salvador, mas também tem causado a admiração dos críticos e adversários do Cristianismo. Os nomes de Jesus Cristo são empregados, no N.T., de um modo que tem sentido. “Jesus”, a palavra grega, equivalente à hebraica “Josuá ou Josué” (O Senhor é nosso livramento), é o nome que foi indicado antes do nascimento do Salvador (Mt 1.21; Lc 1.31), e é o que mais freqüentemente se lê nos Evangelhos. O nome somente de “Jesus” aparece mais de 600 vezes; o de “Jesus Cristo” cinco ou seis vezes. Vindo do grego, e significando “Ungido”, o nome de Cristo, equivalente a “Messias”, encontra-se nos Evangelhos umas 50 vezes. Todavia, nas Epístolas e no Apocalipse não é usado muitas vezes o nome pessoal de Jesus, a não ser associado ao título “Senhor” ou “Cristo”. A transição é natural, inspirando o tema da pregação apostólica. “Este é o Cristo” (At 17.3). O mundo, pelo que se via, estava amplamente preparado para Cristo. A vinda de Cristo não era um caso isolado, mas um fato estritamente relacionado com a história da Humanidade. Politicamente falando, o mundo estava pronto para o rápido crescimento de uma nova religião, visto como se achava consolidado o Império Romano. Havia facilidade de comunicações, sendo as condições regulares, e existia uma língua (a grega) que era de uso geral, e de grande utilidade para o viajante, como é hoje o inglês. Apesar do trabalho de muitos homens de levantados ideais, a sociedade marchava de mal para pior. A situação moral do mundo pagão tinha atingido um estado de profunda vileza, para o que não se achava remédio. As condições indicadas por S. Paulo em Rm 1 acham-se mais vivamente pintadas pelos historiadores, poetas, e dramaturgos do paganismo. Na consideração deste assunto, não admira que por esse tempo um insuportável enfado tivesse invadido o mundo, sendo o suicídio o remédio empregado para o terrível mal, tanto pelos membros das classes altas como pelos das classes inferiores, não sendo essa medida de desespero condenada pelo próprio Marco Aurélio. E a tal ponto isso chegou, que por toda parte se acreditava que uma nova crise ia ocorrer, e essa crença achou uma expressão mais precisa na esperança messiânica dos judeus. A preparação para a vinda de Cristo, na história dos hebreus, pode ser estudada no desenvolvimento dessa esperança messiânica. Quando veio a “plenitude dos tempos”, estavam os homens à espera de um Elias ou de um dos profetas a fim de preparar o caminho do novo Rei (Mc 6.15; 8.28; Jo 1.21; 6.14); ou então, como Simeão e José de Arimatéia, esperavam a consolação de Israel, segundo a promessa (Mc 15.43; Lc 2.25). E quando João Batista apareceu, levantaram-se questões sobre se era ele o Cristo prometido (Lc 3.15). O mundo judaico estava na expectativa, se bem que, quando o Prometido “veio para o que era seu”, os que eram Seus “não o receberam” (Jo 1.11). Bibliografia: Dicionario Biblico Universal - Buckland - Editora Vida |
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